sábado, 9 de janeiro de 2016

Viver num teatro constante

Sabe tão bem estar com alguém, e mais quando esse alguém retribui com carinho, palavras... E quando começas a gostar de estar com esse alguém, e começas a gostar da pessoa, começas a tratá-la de maneira mais doce, usas palavras mais "romanticas". No entanto, a pessoa continua igual, indiferente à maneira como a tratas. Qual começa a ser a tua atitude? Começas a entristecer e nem  demonstras que estás mal. Começas a viver num teatro constante, sem saber o que a outra pessoa pensa ou sente - a preocupação pela pessoa continua. Entras num ciclo viciado em que tu estás triste e a outra pessoa está "na boa". Queres falar, mas algo aconteceu, aguentas mais 1 dia, 2 dias, 3, 4, e a vontade é deixar de falar mas a preocupação pela pessoa é maior. E continuas... 6 dias, 7, 8, e o teu coração prestes a explodir.

Com tudo isto: calas-te e continuas a teatrializar até que algum dia o pano se feche.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Amor não é o mesmo que Paixoneta

Por vezes penso em como o Amor pode ser lixado. Hoje em dia faz se tanto teatro: finge-se sentimentos, sorrisos falsos, falsas promessas, montes de desculpas, tudo só para que o outro "passe tempo" - ou seja, ser tratado como um hobbie.

Cada vez se confunde mais paixoneta com amor. Qual a diferença? Muita!
Paixoneta: gostam, passam tempo, arranjam desculpas para tudo, há quem passe ao "amo-te", tudo com sorrisos falsos, sem ser correspondido, apenas para usar o outro - hobbie, mas nunca com um fogo imenso como o Amor.
Amor: amam-se porque sim, não arranjam desculpas, tudo é motivo de beijo ou abraço, são amigos, discutem mas fazem as pazes, brincam, são cúmplices um do outro, basta um olhar para aparecer aquele sorriso de apaixonado, preocupam se, não ligam ao que lhes rodeia, a opiniões, a "fofocas", apenas "agora sou eu e tu e mais ninguém" (in filme "Casamento à Indiana").
Quando um casal se ama verdadeiramente, notasse à  distância.
Amor sem medidas nem condições.

Ja amei um rapaz assim, e gostava de voltar a sentir aquele arrepiar, as cócegas na barriga, o sorriso sem palavras, a ansiedade pelo reencontro ou chamada, o abraço apertado, o secar das lágrimas, o abraço e choro de compaixão, os olhares, o toque, os momentos... Tudo o que se faz quando se está verdadeiramente apaixonado.

Não sinto inveja dos "casalinhos", porque muitos deles não passam de fachada.

Eu não roubo nada a ninguém, apenas o coração de quem me ama, porque esse... Eu pretendo guardar e cuidar para todo o sempre.