Há uns anos, eu não queria ser praxada devido ao longo cabelo que tinha na altura, visto que fazem uma porcaria de mistura que dura dias e estraga o cabelo e, claro, eu não quero estraga-lo, visto me dar algum trabalho a cuidar.
Há quase 3 meses que cortei o meu cabelo para doar (IPO - mas irá para Inglaterra ou América, visto não aceitarem mais cabelo cá) e pensava: "Agora já posso ser praxada já que tenho o cabelo curto, no entanto, ainda tenho de pensar por causa daquelas porcarias de misturas" - muitos dirão "mas o meu cabelo não ficou estragado" ao que eu respondo: os resultados das decisões de hoje, serão revelados amanhã.
Esta noite, estive a reflectir sobre o assunto: porque praxar? porque essas loucuras que fazem, desde obrigar as pessoas a beber bebidas alcoólicas, a atirarem-se para um rio em plena noite, a obrigá-las a fazer algo que não querem? tratar "abaixo de cão" - por "besta"? Porque besta? Deus não criou os seres humanos para serem tratados por besta! Sim a praxe é para a "integração", mas sempre me ensinaram que não é a tratar mal que fazes amigos. Um tipo de praxe que podiam fazer e que seria muito mais útil é: voluntariado. "Ah que ideia tão fatela" - Se fizeres voluntariado num hospital vais perceber como a vida muda da noite para o dia, hoje estás bem, amanhã poderás estar numa cama de hospital (vais aprender a ter mais cuidado com as tuas atitudes e decisões); se fores a um centro de apoio a idosos, vais perceber que se não tiveres verdadeiros amigos e uma boa relação com a família, vais acabar sozinho a ver tv mais de 8h por dia, sem teres ninguém para falar (vais aprender a valorizar cada minuto, cada hora, cada momentos com os teus amigos e família); se for num local onde fazem distribuição de bens e alimentos pelos necessitados vais começar a conhecer pessoas e perceber que hoje podes ser rico e amanhã pobre e sem amigos (vais aprender a dar valor ao que tens) - continua a parecer fatela? "não sabes do que falas, nunca foste praxada" - pois não, tenho 20 anos e ainda nem cheguei à universidade, no entanto, observo e crio as minhas opiniões. Não sei quanto a vocês, mas eu não quero ser tratada como um animal!
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